A relação entre o tamanho e o desenvolvimento estrutural das organizações tem sido objecto de pesquisas e estudos que sugerem que o aumento de tamanho das organizações, definido como capacidade física, numero de empregados, dimensão dos recursos ou das transacções está relacionado com aspectos como a diferenciação ou a especialização, a descentralização do poder de decisão ou a formalização dos papéis na organização.
As teorias do Ciclo de Vida das Empresas comprovam que conforme as organizações vão crescendo, elas tornam-se mais burocráticas e mecânicas derivado da necessidade das funções e das competências precisas à execução de determinadas tarefas se tornarem especializadas.
As regras e a standarização dos procedimentos passam a orientar o desempenho dos quadros. Os papéis e as responsabilidades definem-se mais detalhadamente e os incentivos vão a pouco e pouco sendo baseados no nível de desempenho.
As teorias do ciclo de vida fundamentam a ideia que conforme uma organização cresce, ela muda de "estrutura empresarial simples” para uma ”estrutura burocrática mais elaborada”, dividindo as várias mudanças que ocorrem durante a vida das empresas em estágios ou fases do seu ciclo de vida.
Nos modelos de ciclo de vida, o desenvolvimento é perspectivado como uma série de estágios que procedem de uma forma ordenada, sendo cada estágio caracterizado por uma forma organizacional (ou estrutura) distinta.
Cada estágio exibe determinadas características que o tornam único, e muitas variáveis estão relacionadas com esses estágios de desenvolvimento organizacional.
Algumas teorias utilizam as relações entre a idade da organização e a estrutura para definir os estágios do ciclo de vida, outras como a de Flamholtz definem-nos pela relação entre a dimensão e a estrutura enquanto outras definem os estágios conjuntamente (em termos de idade e dimensão).